segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AINDA, AS BARRACAS DE PRAIA.

Salvador está a viver um feriadão sem as suas tradicionais barracas de praia. Demolidas através de uma canetada, esse equipamento, de mais de 50 anos de existência em nossa capital, em nome de uma reestruturação da orla de Salvador, veio a baixo, pura e simplesmente, pela força do poder ou, mais precisamente, pelo poder da força. O que se está a ver, é uma cidade mutilada, sem opções para nativos e turistas. A outrora capital do turismo nordestino, que já perdeu espaço para Aracaju, Maceio, Recife e Fortaleza, carente de lazer e entrenimento para o povo, pois só oferece espaços para os mais abastados, que podem frequentar grandes Restaurantes, Teatro, Clubes de elite, como o Yacth Clube, que possuem suas casas de campo e  de praia, não pode e não merece esse tratamento. É natural que se queira ordenar ou reeordenoar a orla. Tudo bem, pois concordo que tem que haver disciplina na utilização dos espaços públicos. Porém, simplesmente derrubar as barracas de praia, sem antes negociar um plano de ação e execução, é relamente preocupante, pois pais e mães de família estão sem seu sustento, haja vista que muitos só tinham essa atividade. Afetou a geração de emprego e renda, tirou a diversão e o lazer de baianos e turistas, tirou a segurança nas praias, tirou inclusive a limpeza, pois agora, a bagunça e a sujeira tomaram conta. A Prefeitura de Salvador, se achando como não culpada pelo episódio, demagogicamente vem fingindo estar preocupada e buscando negociação. Por que não fez isso antes? Por que que a Prefeita de Lauro de Freitas se movimentou e conseguiu uma liminar, e o nosso alcaide não? Por que o Governo do Estado também não se movimentou? Estamos em ano eleitoral e, nem isso, sensibilizou os postulantes aos mais diversos cargos eletivos. Volto a reafirmar, que a cidade necessita de disciplina no uso dos espaços públicos. Mas o que fazer com os Camelôs que estão por toda parte, prejudicando o sagrado, constitucional e inalenável direito de ir e vir do cidadão, vez que ocupam as calçadas indiscriminadamente. Todavia, os Camelôs estão a trabalhar.É melhor tê-los, que os ladrões, que estão a trafegar livre e impunemente por toda cidade. O lixo, os buracos, a falta de sanitários públicos, falta de policiamento, ruas mal iluminadas, transporte precário, sujo e caro, prédios desabando por falta de conservação, Elevador Lacerda e Planos Inclinados exalando mau cheiro, uma Guarda Municipal inoperante, Trânsito engarrafado por toda a cidade, só para citar essas pérolas soteropolitans, quando serão, através de uma canetada, também dasativados ou melhorados? Perguntar não ofende. Paga-se impostos para ter retorno. Infelizmente, o retorno fica só nas promessas de campanha. Se verdadeira a frase atribuida ao ex-Governador da Bahia, Octávio Mangabeira, "O QUE NÃO FOR POSSIVEL EM LUGAR NENHUM, TRAGA PRA BAHIA QUE SE ABRE UM PRECEDENTE" está mais viva que nunca. E o pior, essa frase se aplica também em nível nacional. Mas com não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe, espera-se, que: "APESAR DE VOCÊ, AMANHÃ HÁ DE SER UM OUTRO DIA"  Chico Buarque de Holanda.

2 comentários:

  1. Concordo com a opinião expressa neste texto.
    Falta ainda, no nosso país uma administração publica ágil e sensível para as questões de ordem socioeconômica. Perde Salvador que, às portas do Verão, está sem uma estrutura, que até mesmo precária, servia não só a comunidade local como também ao turista.Sem falar no mais grave: desemprego e perda dos inestimentos feitos por aqueles que viviam desta atividade. Lamentável. Ana Maria

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  2. Concordo com tudo que o mestre falow...
    Isso ai é falta de competência e administração...
    Muito bom texto!

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