domingo, 22 de agosto de 2010

Eleições 2010

  Em 3 de outubro a nação brasileira escolherá, através do voto, Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Governadores e Presidente da República. Depois de anos de Ditadura Militar, a Democracia proporcionou a todos nós o direito de escolhermos nossos representantes. Inaugurava-se então, uma nova era, um novo mar de esperanças, depois de tempos tenebrosos e até de violação dos direitos humanos. Começava o país a viver uma nova fase política, que teve início com a eleição indireta de Tancredo Neves para a Presidência da República que, infelizmente, não conseguiu ser empossado, pois veio a falecer, assumindo em seu lugar, José Sarney, seu Vice-Presidente. Passaram-se os anos, eleições se sucederam, novos mandatários foram eleitos, e o Brasil seguiu seu curso rumo a estabilidade política e democrática. Com a nova República, passamos a tomar conhecimento sobre os escândalos, corrupção, insegurança, impunidade, clientelismo. O ideal político cedeu espaço a interesses pessoais, em detrimento do interesse coletivo. Políticos antagonistas viraram aliados, pensando única e exclusivamente em seus projetos pessoais. Os programas partidários, a fidelidade partidária, a ética e o respeito ao eleitor foram esquecidos. Hoje, em pleno século XXI, vemos nessa eleição que se aproxima, a consolidação dos interesses pessoais. O PT, Partido forjado na luta contra a Ditadura Militar, que combatia tudo isso e pregava a ética, a honradez,a competência, o combate a corrupção, se viu nesses últimos anos envolvido em diversas acusações. Quem diria que o PT e seus  integrantes um dia estariam unidos, juntos e aliados a José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Color de Melo, Jader Barbalho e tantos outros, que eles combatiam com  tanta veemência. Mais uma prova irrefutável de que os interesses pessoais estão acima dos interesses nacionais. O Lula, para chegar ao poder, costurou e realizou as mais incriveis e estapafúrdias alianças. Entendemos que a governabilidade depende de maioria ou de alianças. Entendemos também, que essas alianças deveriam ser feitas de acordo com a linha partidária de cada agremiação política, onde seus propósitos se coadunassem. Vejam nessa eleição, a aliança em torno da candidata Dilma Roussef. Uma verdadeira salada mista da política de interesses. Cabe ao povo brasileiro a responsabilidade de, com isenção, liberdade de escolha e maturidade, optar por candidatos que realmente traduzam as esperanças de todo país, elegendo para Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Governadores e Presidente da República, pessoas qualificadas e que honrem e dignifiquem o voto popular, que é sagrado e inalienável. Que possamos assim, vivermos uma nova era,com governantes e legisladores populares e operativos, e não, populistas e oprtunistas. Que possa o Brasil reverter o quadro que aí está. Chega de violência, de superfaturamento de obras, de obras inacabadas, de escândalos e impunidade. Que a educação, a saúde e a segurança, que é dever do Estado e direito do cidadão, possam sair desse caos. Que as estradas sejam recuperadas, que os traficantes deixem de dar as ordens e tenham tanto poder,que a esmola dê lugar ao trabalho, que uma verdadeira reforma fiscal, tributária e política seja realizada, que se implemente projetos e programas de incentivo à criação de pequenas, médias e grandes empresas, gerando assim emprego e renda que, certamente, diminuirá esse quadro de miséria que assola o Brasil. Chega de ao povo pão e circo, chega de bolsa isso e bolsa aquilo. Necessitamos de bolsa caráter, bolsa ética, bolsa transparência, bolsa trabalho, bolsa diginidade e bolsa punição. Precisamos neste país de honradez e competência, binômio norteador de uma nação que se respeite. 

Um comentário:

  1. Análise objetiva do atual panorama da nossa política. Contudo, necessitamos recordar o que nos ilustra a nossa história, reportando-nos a formação do nosso povo, com a contribuição do portugueses e todo o aparato político de sua ação quando da "tomada" de nossa terre brasilis no periodo da Colonização até o Império. Para isto trago a poesia de Elisa Lucinda que ilustra bem o que precisamos combater no nosso dia a dia voto:

    Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
    Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
    Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
    E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
    Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
    Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
    E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
    Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

    grande abraço

    Ana Maria Bressy

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